Medo, pânico, fobia: quando um comportamento social pode virar transtorno

Medo, pânico, fobia: quando um comportamento social pode virar transtorno

O que é o medo? Essa emoção, que é tão primária do ser humano, desencadeia sentimentos que podem travar a busca por resultados significativos em nossas vidas. 

Além de ser empregado como justificativa para que algumas pessoas não sigam na direção de seus sonhos, ele também pode desencadear transtornos e síndromes, como o pânico e a fobia, atingindo estágios mais complicados de serem tratados. 

Se acredita ser uma pessoa afetada pelo medo ou conhece alguém que seja, preparamos esse texto para fornecer dicas de como vencê-lo. 

Desejamos uma excelente leitura!

Um inimigo silencioso chamado medo

Quando buscamos entender no dicionário o significado de “medo”, a palavra nos dá a entender que se trata de um tipo de perturbação por conta de uma ideia ou situação, que faz com que a pessoa se sinta em perigo, sendo esse perigo real ou não. 

Dessa maneira, o medo é compreendido como um estado de apreensão, aflição e atenção à espera de que algo ruim possa vir a acontecer.

Além do que podemos entender nas palavras, o medo é basicamente uma sensação ligada ao estado que o organismo se coloca, o estado de alerta, em algo que possa se tornar uma ameaça e a pessoa necessite reagir para “se salvar”. 

Mesmo que o medo seja visto como algo negativo, em alguns casos têm o seu valor, pois é importante para situações onde a sobrevivência possa estar ameaçada. Uma pessoa que não sente medo pode acabar se expondo a perigos em demasia, arriscando a própria vida em situações que podem feri-la fisicamente ou até emocionalmente. 

É muito comum também confundir o medo com sentimentos que provém dele. É o caso do pânico ou fobias diversas. Entretanto, quando esses sentimentos acabam se instalando e se desenvolvendo, atingem de forma exponencial a rotina e os objetivos dessa pessoa. 

As fobias e transtornos geralmente se apresentam com maior frequência quando o indivíduo não consegue superar o medo e acaba refém do mesmo. Dessa maneira, os pensamentos desta pessoa se desenvolvem com base em sentimentos negativos e ficam em um eterno looping conflitante e limitante. 

Um exemplo simples e corriqueiro, é quando uma pessoa tem medo de ser assaltada. Só de ver na televisão um caso de assalto em ônibus, pode limitar toda a sua rotina, onde passa a evitar transportes públicos para não correr perigo.

Com isso, ela deixa de fazer trajetos simples e curtos, passa a ter gastos extras com transportes individuais ou até evita sair de casa. Esse pode ser um caso de atenção para um possível transtorno.

Diferenças entre medo, pânico e fobia

Por mais parecidos que sejam, medo, pânico e fobias possuem suas particularidades. O medo, por exemplo, é uma emoção humana e instintiva. Possui o objetivo de preservar a integridade e a segurança de uma pessoa. 

O pânico e a fobia são sentimentos que provém do medo. O pânico, por sua vez, é um sentimento que complementa a ansiedade. Tanto que pessoas que têm crises de pânico costumam relatar que se sentem afobadas e com um ritmo cardíaco mais acelerado, comumente caracterizado por estarem ansiosas e com medo. 

O pânico pode apresentar transtornos, como ataques de pânico e síndrome do pânico. Algumas vezes, as crises podem aparecer sem motivo aparente e durar cerca de 5 a 10 minutos até serem controlados. 

Já a fobia se caracteriza também como um sentimento, mas geralmente é motivada por um objeto ou situação. É muito comum ver que pessoas com fobias não aceitam estar na presença daquilo que lhes causa medo. 

Mas essa reação pode ocorrer antecipadamente, mesmo nao estando na presença de algo, mas que só de pensar que poderia estar em determinada situação, já travam e não seguem adiante.

Alguns exemplos de fobias: claustrofobia (medo de lugares fechados),  cinofobia (medo de cachorros), aracnofobia (medo de aranhas). Essas fobias podem desencadear limitações diversas na rotina da pessoa, desde não andar de avião a não fazer determinado trajeto para não cruzar com o cachorro de um vizinho. Parece besteira? Parece… mas muitas oportunidades podem ser perdidas por conta desses medos.

Como o medo atinge o comportamento social

O medo e os sentimentos gerados dele podem causar agravamentos no convívio social. É importante observar como as pessoas reagem ao lidarem com suas rotinas, tendo de conviver com seus medos. 

Algumas podem preferir se limitar em seu campo de ação, optando por fazer menos do que teriam que fazer ou não fazendo tarefas básicas, fugindo de situações que as coloque de frente para o que mais temem. 

Dessa forma, quando não se domina a emoção do medo e os sentimentos de fobia ou pânico, a pessoa acaba perdendo grandes oportunidades na vida e não atinge nunca a maturidade emocional que precisa para ir de encontro aos seus sonhos. 

Além disso, pessoas que enfrentam esses tipos de limitações, têm diversos aspectos da vida afetados, como o convívio com outras pessoas, relacionamentos de modo geral e, principalmente, o autoconhecimento e administração de conflitos internos.

Transformando o comportamento social

A inteligência emocional, conceito conhecido desde os anos 90, trouxe uma visão sobre como as pessoas que sofrem com o medo, pânico, fobia e outros transtornos podem superar as suas limitações. 

Quando uma pessoa começa a treinar a sua inteligência emocional, passa a conhecer profundamente a lógica da vida, e esse raciocínio mostra claramente como uma pessoa que não controla emoções negativas, se deixa levar por pensamentos negativos, que geram sentimentos e comportamentos limitantes, impedindo-a de atingir resultados extraordinários.

Trabalhar a inteligência emocional faz com que uma pessoa entenda a raiz de seus medos e traumas, de forma que ela consiga superá-los com integridade, confiança e autovalor. 

Esse processo não acontece da noite para o dia, é um trabalho extenuante e diário. Por isso, ao menor sinal de medo ou limitação (quando algo impedir de dar o primeiro passo), é necessário contê-lo para seguir em direção a uma transformação no entendimento de seus pensamentos e sentimentos. 

Trabalhar a inteligência emocional ajuda a construir um emocional sólido, propiciando o estímulo necessário para superar desafios. 

Mais sobre sentimentos que te levam ao sucesso

Superar o medo e qualquer transtorno que essa emoção gere pode não ser fácil para a maioria das pessoas. Porém, tendo a inteligência emocional bem desenvolvida, esse cenário pode mudar, verdadeiramente. 

Para continuarmos falando sobre esse assunto e como superar desafios do dia a dia, indicamos a leitura do material “Lógica da vida: pensamentos, sentimentos e comportamentos moldados para resultados”.

Boa leitura!

Considerações finais

A inteligência emocional é a principal ferramenta a ser utilizada para a superação do medo e de todos os sentimentos que são gerados a partir dele, como fobias e o pânico. 

É importante saber que é possível sim superar o medo, mas o primeiro passo precisa ser dado ao notar o menor sinal da limitação em viver a vida por conta dessa emoção. 

Nós da EBPNL somos uma equipe de pessoas dispostas a te ajudar a despertar o seu potencial para a sua evolução pessoal e profissional de forma definitiva. 

Autor: Michael Ribeiro
Publicado há 5 meses

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